ILha dos morros
Segundo estudos geológicos, há milhares de anos atrás toda a região da baixada santista estava recoberta por uma camada de pelo menos 50 metros de água, sendo então visíveis como ilhas apenas os morros principais. No mapa ficcional, os Morros da Ilha de São Vicente viraram um pequeno arquipélago, compostos pela Ilha de maior dimensão (Ilha dos Morros), e as ilhas menores, Porchat,  Urubuqueçaba e  Monte Serrat. Ao longo da costa da Ilha ficcional surgiram diversas áreas que receberam em sua maioria nomes dos bairros existentes nos locais, tais como: Costa do Valongo e São Jorge; Baía do Jabaquara; praias do Marapé, Caneleira, Saboó, Pedreira, Cachoeira e Voturuá. Atualmente, os Morros de Santos possuem cerca de 35.000 habitantes, distribuídos em mais de 14 bairros.

praia imperial
Praia fictícia, em alusão ao Grêmio Recreativo Cultural Escola de Samba União Imperial. A tradicional Escola de Samba da cidade de Santos, situada no bairro do Marapé, já venceu 10 desfiles da Grupo Especial. 

Baía do jabaquara
No final do século XIX, Santos abrigou um dos maiores quilombos do Brasil, que mais tarde deu origem ao bairro do Jabaquara. Segundo algumas estimativas, o Quilombo do Jabaquara, sob a liderança de Quintino de Lacerda, foi habitado por cerca de 10.000 pessoas, e nos anos antecedentes ao fim da escravidão, serviu de abrigo e refúgio para muitos fugitivos e alforriados vindos sobretudo do planalto paulista.   

farol quintino de lacerda
Quintino de Lacerda foi uma das figuras mais importantes na luta abolicionista e pela igualdade racial no Brasil. Líder do Quilombo do Jabaquara, foi eleito vereador em 1895, no entanto, foi impedido de tomar posse pelos vereadores que representavam a elite racista da cidade. Após ação judicial, é nomeado vereador em 9 de julho, e até hoje é considerado o primeiro negro a assumir tal cargo na História do Brasil. No mapa ficcional, o farol existente na Baía do Jabaquara, homenageia Quintino de Lacerda.

quilombo do pai felipe
Santos abrigou o Quilombo do Pai Felipe, em um local junto à encosta do Monte Serrat. O quilombo do Pai Felipe tinha o mesmo nome de seu líder e característica mais voltada à religiosidade. Pai Felipe liderava um bando de escravos fugidos do Engenho Nossa Senhora das Neves, situado em terras continentais. Inicialmente, ele se fixou no Jabaquara com seus comandados. "Como Pai Felipe não quis se submeter a Quintino de Lacerda, foi para o sopé do Monte Serrat". O local ficava no meio de um bambuzal, bem perto da Vila Mathias, e era onde o público assistia ao "tambaque", instrumento musical que era batucado pelos africanos chefiados por ele. Foi fixada uma placa de identificação onde teria existido o reduto do "Rei Batuqueiro", como era conhecido.

governo democrático unidos dos morros
Situada no Morro da Nova Cintra, o Grêmio Recreativo Cultural e Escola de Samba Unidos dos Morros é uma das Escolas de Samba mais tradicionais da cidade. Foi campeã do Grupo Especial três vezes, em 2014, 2016 e 2020.

mirante praça do céu
Em referência à Praça do Céu, localizada na Vila Progresso. O bairro se encontra entre os morros da Nova Cintra e São Bento, e possui uma vista privilegiada do canal do Estuário, pois é o ponto mais alto da Santos insular, com exatamente 184,7 metros de altura. 

vulcão inativo do josé menino
No ano de 2012, um site de humor da cidade de Santos divulgou uma notícia, obviamente falsa, de que cientistas da Universidade de Harvard haviam descoberto um vulcão no Morro do José Menino. A notícia se espalhou, e alguns moradores acreditaram que em qualquer momento o vulcão poderia entrar em erupção. 

comunidade caiçara do saboó
Comunidades caiçara fictícia que receberam o nome do bairro Saboó. As comunidades caiçaras foram historicamente formadas pela contribuição étnico-cultural de indígenas, portugueses, e africanos, e se encontram em sua maioria no litoral dos Estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Santa Catarina. Vivem de atividades como a agricultura, pesca, extrativismo vegetal e produção de artesanato. Em Santos, as margens do canal do Estuário sempre foram alvo de interesses particulares relacionados à expansão portuária, afetando diretamente as comunidades tradicionais que ali se encontram. Hoje, resistem apenas poucas comunidades caiçaras na cidade, como a Ilha Diana e Monte Cabrão. 

terra de quem?